
Embora se conheçam diferentes opiniões de especialistas acerca de quem terá dado o nome a Vila do Conde, certa é data de 26 de março 953 para o primeiro documento escrito que refere Villa de Comite, e na qual Flâmula Deovota vende esta vila ao mosteiro de Guimarães. Este documento é considerado a “certidão de nascimento” de Vila do Conde, comemorando-se a 26 de Março o dia da cidade.
Achados arqueológicos indicam a sua romanização no século I. Em Formariz foi encontrado um machado de pedra polida, que pela sua tipologia é uma peça Neoeneolítica, mas nada mais se mais se conhece da estação. Referido na documentação medieval, o Castro de S. João erguer-se-ia no local onde hoje se encontra o Mosteiro de Santa Clara, mas também não existe mais informação. Em 1953, na abertura de novos campos agrícolas nos areais das Caxinas apareceu uma necrópole tardo-romana, com materiais datáveis do século IV d.C. Em 1981 apareceram as estruturas de uma Villa Romana que foram escavadas pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho. A área sofreu uma escavação arqueológica para tentar salvar o que eventualmente pudesse restar.
A Villa Fromarici é também citada na documentação medieval. Como o nome Fromarici é de origem germânica, durante anos julgou-se que se tratava de uma edificação do período das invasões. Escavações levadas a cabo em 1999, permitiram comprovar que a Villa já aí existiria no período romano, uma vez que surgem fragmentos de cerâmica do século I d.C.
Sob o ponto de vista arquitetónico, apresenta elementos dos mais variados períodos artísticos. A Capela da Senhora da Guia parece ser o seu mais antigo monumento, cuja data de construção se aponta para o século X/ XI. Despertou, desde cedo, o interesse da realeza, já que D. Sancho a doou a D. Maria Paes Ribeiro, a Ribeirinha. Mais tarde, em 1318 verifica-se a fundação do Mosteiro de Santa Clara por D. Teresa e D. Afonso Sanches, filho de D. Dinis.
Em 1502, D. Manuel I passa por Vila do Conde a caminho de S. Tiago de Compostela, imprimindo um cunho fundamental na construção da Igreja Matriz, na abertura de ruas em direção ao rio, na construção dos novos Paços do Concelho. A Misericórdia, a peculiar Capela de Nossa Senhora do Socorro, as alfândegas (a régia e da mosteiro), a construção, no século XVIII, dos novos dormitórios e da fachada do Mosteiro de Santa Clara e do aqueduto, as inúmeras capelas e casas solarengas e brasonadas, o forte de S. João Baptista, são alguns de uma cidade de grande riqueza arquitetónica. S. João Baptista de Vila do Conde, banhada a sul pelo Rio Ave e a poente pelo Atlântico é sede de concelho desde 1871. Foi elevada a cidade em 1988, pela Lei nº5/88, de 1 de Fevereiro 1988
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