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Exposição 'Do Mar ao Aquário - A Biologia do Bacalhau'

  • 22 de mai. – 31 de dez. de 2026
  • 23:00 - 00:00
  • Museu Marítimo de Ílhavo Avenida Dr. Rocha Madaíl 3830-193 Ílhavo

No dia 23 de maio, pelas 17H00, foi inaugurada a exposição temporária "Do Mar ao Aquário - A Biologia do Bacalhau", no Museu Marítimo de Ílhavo, no âmbito do Dia Internacional dos Museus.

Esta exposição convida-o a descobrir o fascinante universo da espécie Gadus morhua, explorando a sua fisiologia, o desenvolvimento embrionário, os habitats onde vive e os desafios que enfrenta num oceano em constante mudança.

Através de investigação científica, campanhas oceanográficas e recolha de dados biométricos, esta exposição revela como o conhecimento é essencial para compreender, preservar e garantir a sustentabilidade desta espécie.

No Aquário do Museu Marítimo de Ílhavo está representada a espécie Gadus morhua, ou Bacalhau-do-Atlântico, proveniente do Norte da Europa, caracterizado pela sua forma robusta, alongada e fusiforme ideal para facilitar a sua movimentação. A coloração da pele tem várias tonalidades mais calaras e mais escuras de castanho, e a cabeça ocupa cerca de ¼ do comprimento total do bacalhau. Pode viver até aos vinte e cinco anos, atingir dois metros de comprimento e pesar até noventa quilogramas.

Inicialmente, os bacalhaus eram pescados pelos Portugueses nos Bancos da Terra Nova e Gronelândia, mas atualmente são capturados sobretudo no Norte da Europa - Islândia e Noruega, e podemos encontrá-lo em águas mais profundas junto a encostas e saliências rochosas até uma profundidade de 600 metros ou mesmo junto à costa. Formam grandes cardumes, como forma de se protegerem contra os grandes predadores, como as focas. Desenvolvem uma dieta diversificada e carnívora com variantes ao longo do crescimento: enquanto juvenis preferem zooplâncton, bivalves e crustáceos e na idade adulta consomem, preferencialmente, capelim, arenque, pescada, tamboril e até mesmo bacalhaus mais pequenos. A desova ocorre, normalmente, entre o Inverno e início da Primavera, onde a fêmea pode libertar milhões de ovos. Após a fecundação o desenvolvimento larvar dura entre uma a duas semanas até a larva eclodir e sair do ovo.

Apesar de ter sido considerada pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), em 1996, como espécie vulnerável verificou-se, ao longo das últimas décadas, que a população selvagem do Bacalhau-do-Atlântico, tem vindo a sofrer algumas flutuações positivas considerando-se que atualmente o estado de vulnerabilidade tem diminuído, isto porque houve uma gestão das cotas pesqueiras rigorosa, por parte das autoridades competentes, para a recuperação dos stocks naturais.

O bacalhau é parte integrante da cultura portuguesa, há mais de cinco séculos, constituindo-se como um dos símbolos de identidade nacional.

Esta exposição estará patente no Museu Marítimo de Ílhavo, até dia 31 de dezembro de 2026.

Preço: Gratuito

Organização: Museu Marítimo de Ílhavo

Horário de Inverno (1 de outubro a 31 de maio):

terça-feira a sábado- 10h00 ~ 13h00 (última entrada 12h15); 14h00 ~ 18h00 (última entrada 17h15)

domingo e feriados- 14h00 ~ 18h00 (última entrada 17h15)

Encerra ao público à segunda-feira e nos seguintes feriados: 1 de janeiro, sexta-feira Santa, domingo de Páscoa, 1 de maio, 1 de novembro e 25 de dezembro.

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